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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Continuando...

Que beleza "abrir" os posts de 2015 com um texto tão inspirador e atual ! Parabéns, Iara, por aliar os 3 temas principais do nosso blog neste lindo texto. 
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Esta semana, o Brasil se despediu de uma grande figura: Tomie Ohtake. Pintora, escultora, artista plástica, mãe, mulher. Os que conhecem um pouco de sua história, sabem do seu valor. Um exemplo de pessoa. Ao saber de sua morte, achei que lhe caberia uma homenagem neste blog sobre sustentabilidade, arte e cultura.
Tomie morreu aos 101 anos no Brasil, onde morou por 70 anos. Nasceu no Japão em 1913. Ganhou a cidadania brasileira, mas nunca deixou de ser japonesa.
Muito se fala de sustentabilidade, mas o que sustenta esta ideia? Reciclar? Reutilizar? Evitar desperdício? Sustentabilidade possui uma relação estreita com a ideia de continuidade.
Aqui, Tomie desenvolveu sua arte, sua criatividade. Aqui ela enriqueceu nossa cultura com seu trabalho e nos “presenteou” com seus 2 filhos; um deles, um dos maiores arquitetos da atualidade. Do Japão, trouxe sua garra, sua persistência e sua habilidade de continuar sempre, de ser sustentável consigo mesma.
Quando reciclamos um produto, damos aos elementos reciclados a possibilidade de continuar a ser útil em outro produto. Quando reutilizamos, damos ao próprio produto a possibilidade da continuidade. Tomie Ohtake continuou sendo Tomie Ohtake por 101 anos, e isso, em termos humanos, é uma continuidade e tanto! Mas o mais importante não é que ela viveu por todo esse tempo; ela produziu por todo esse tempo. Inventou-se, reinventou-se, reciclou-se!
Enquanto perdemos tempo reclamando do que ocorre em nossa volta, não temos tempo para tomarmos atitudes. Falar de sustentabilidade é ótimo, mas melhor ainda é agir de acordo com o que dizemos e trabalharmos pela disseminação dessas ações, para dar continuidade ao processo. Lamentar-se pelo que foi destruído não reconstruirá o planeta; replantar as árvores, limpar os rios e parar o processo de destruição irá ! Inverter a tendência é o que nos permitirá continuar a viver em parceria com os recursos naturais de que dispomos. Mas atitudes, não lamentações. Ações, não discursos.
Tomie trabalhou até o fim. Dias antes de seu falecimento, pediu aos médicos que lhe dessem alta, para que pudesse voltar a trabalhar.
A melhor maneira de resumir Tomie Ohtake é por meio de seu comentário ao saber que uma de suas obras havia sido destruída pelo fogo em um incêndio no Memorial da América Latina no final de 2013. Uma tapeçaria de 700 metros quadrados (70m x 10m). Uma obra de valor inestimável. E, enquanto o mundo se lamentava pela obra perdida, em uma entrevista sobre o desastre, ela disse: “Então, preciso começar a trabalhar”.             E assim (se) foi Tomie Ohtake. E assim Tomie Ohtake continuará.

Fonte:http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2013/11/tomie-ohtake-diz-que-pode-refazer-painel-atingido-por-fogo-no-memorial.html

(Iara Milito, ADM, noite)

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Nosso blog segue pelo 4º ano discutindo ideias e partilhando ideais

Sejam todos bem-vindos a um novo ano letivo!

Novos alunos e leitores estarão conosco, neste espaço, compartilhando suas ideias e ideais... :)
Aproveitem para "explorar" o blog, lendo as postagens, acessando os links sugeridos, tornando-se membros/seguidores, curtindo nossa página no Facebook, enfim, familiarizando-se com este espaço que já é seu também!
A intenção é que vocês aprofundem os processos reflexivos iniciados durante as aulas de Português, sobre os temas Sustentabilidade, Arte e cultura, e produzam seus próprios textos para serem postados aqui.
Sugiro que leiam a primeira postagem (Sustentem essa iniciativa), publicada há 3 anos, na qual apresentamos os ideais deste NOSSO blog.

Seguiremos acreditando, atuando, produzindo e compartilhando conhecimento! Afinal,
"você é o que você compartilha." (Gil Giardelli)







quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Sustentabilidade: a palavra da moda!

E a aluna Jessica Heleno, da turma de ADM, inaugura as postagens em nosso blog neste segundo semestre! E ela o faz resgatando a temática primeira do nosso Ideias e e ideais: a sustentabilidade! Vale a pena ler seu texto e a criativa comparação que ela estabelece com a "moda".  ;)
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Nos dias atuais, quem nunca ouviu falar de sustentabilidade ou em ser sustentável? Se ainda não ouviu, ouvirá e muito! Mas, talvez, o grande problema seja justamente esse: ouvir.
A palavra sustentabilidade é utilizada hoje de forma ‘banalizada’, sem que muitas das pessoas que a pronunciam mal saibam o real significado, ou pior, não façam o que pregam. É aquele famoso “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. Tanto as empresas como as pessoas fazem mau uso da palavra.
        Mas o que sustentabilidade realmente é? Digamos que ela pode ser resumida e definida de forma simples e objetiva: é a capacidade de interagirmos com o mundo, preservando o meio ambiente para não comprometer os recursos naturais das próximas gerações. Essa preservação do meio ambiente, porém, depara-se com outros setores: cultural, social e econômico. Criando um termo “Sustentabilidade Correta”, ela deve ser Ecologicamente Correta, Economicamente viável, Socialmente Justa e Culturalmente Diversa. 
         Assim, fazer com que tudo isso aconteça não é nada fácil, pois envolve muitos setores e comportamentos sociais e culturais, principalmente. Como convencer uma empresa que fatura milhões a parar de utilizar seu processo de fabricação com o qual obtém resultados lucrativos? Como convencer milhares de etnias, com suas crenças e costumes, a mudarem seus hábitos de consumo? Essas são algumas das muitas questões que envolvem essa palavrinha da moda.
           O primeiro passo a ser dado é entender que esse é um processo a longo prazo, no qual os hábitos devem ser mudados de maneira acelerada e correta para que as próximas gerações cresçam com essa nova mentalidade e colham frutos desses novos costumes. Em resumo, a melhor maneira de tudo acontecer é bem simples: dar o exemplo! Essa, com certeza, é a forma mais eficiente de mudarmos nossos conceitos. Atitude!
           Tomando como exemplo, infelizmente, a falta de água em grande parte do estado de São Paulo, podemos perceber o quão somos dependentes das riquezas naturais. Tivemos que levar um “tapa com luva de pelica” da “mãe natureza” para aprendermos a respeitá-la.         Com a falta de água e das chuvas, a população – obrigatoriamente – mudou seus hábitos. O Governo (que não deixa de ser uma empresa, por meio da Sabesp) incentivou essa mudança com descontos nas contas para aqueles que reduzissem o consumo. O mesmo aplicou-se às empresas, que, por mais que vissem uma oportunidade de reduzirem custos, ainda assim acabam colaborando com essa redução por desenvolverem novas maneiras de (re)utilização da água. Ao mesmo tempo, preservam o meio ambiente.
          Guardada a devida proporção, talvez a falta de água não tenha sido tão ruim assim, pois, de uma só vez, foi possível colocar em prática a sustentabilidade ao pé da letra, nas questões ecológicas, sociais, econômicas e culturais.
          Portanto, espero que tenhamos aprendido a lição e, com o perdão do trocadilho, que a sustentabilidade não seja apenas aquela moda passageira, na qual só vestimos a roupa do momento para refletir uma imagem cool. Aquela que vem e vai, e que, quando vamos ver no álbum de fotos, dá até vergonha de lembrar...
          A sustentabilidade tem que ser aquele “pretinho básico”, aquele que é o de costume, que não tem erro. Aquele que, por mais que os anos e as gerações passem, ele sempre vai continuar lá, na moda! 
                                                                  (Jessica Heleno, ADM, noturno)

quinta-feira, 5 de junho de 2014

E esse é mais um capítulo da política do “Pão e do Circo”?

E não é que aluna Paloma, da turma de ADM diurno, mais uma vez nos brinda com um texto muito bem escrito em que expõe suas ideias sobre um tema bastante atual em nosso país? Conheça suas ideias e comente-as.
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Brasil: assistencialista?
Com raízes históricas, o Brasil é marcadamente um país de desigualdades profundas, em que se destaca a péssima distribuição de renda e a extrema precariedade das classes menos favorecidas. E na tentativa – falha – de minimizar ou solucionar este problema o governo tem promovido nas últimas décadas inúmeros programas sociais de caráter assistencialista: Bolsa Família, Bolsa Estiagem, Fome Zero, Brasil sem Miséria, e tantos outros. E são tão numerosos que nem todos são do conhecimento da população. Por exemplo, você já ouviu falar no “Bolsa Crack”?
O Cartão Recomeço, que ganhou popularmente o título de “bolsa crack”, é um auxílio financeiro às famílias de dependentes químicos. Porém, esta proposta não vai além de uma medida paliativa, numa tentativa de transferir para o Estado serviços de iniciativa particular a fim de aparentemente soerguer a deficiente infraestrutura social. Em nosso país a inexistência de investimentos sociais é consequência única e exclusiva dos desvios de verbas e de corrupção, uma vez que o Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Pesquisa Tributária (IBPT), é o país que mais arrecada impostos e tem o pior retorno social.
O “Cartão Recomeço”, constitui, portanto, mais uma das centenas de políticas falhas, que apenas acentuará o paradoxo de nossa frágil arquitetura social: somos os primeiro país no ranking de adoção de medidas de caráter assistencialista e, no entanto, nossa população carece de educação, segurança, acesso à saúde pública e tantos outros direitos que deveriam ser assegurados pelo Estado. Isso sem mencionar o fato de que, em se tratando do Brasil, será inevitável a futura constatação de desvio das remessas financeiras que supostamente seriam destinadas às clínicas de reabilitação, sendo, portanto, mais um programa social que serve a interesses políticos.
A elite política, com sua demagogia excessiva preocupa-se claramente apenas com a questão de sobrevivência, como se promover somente a sobrevivência fosse o único papel do Estado. O Governo acaba por se revestir de uma imagem falsamente calcada na preocupação com a povo. Deveria preocupar-se em reestruturar a saúde e a segurança pública, beneficiando efetivamente a população, dando-nos retorno dos impostos exorbitantes que pagamos, e, sobretudo, investir na geração de empregos e na educação de qualidade. Isto sim é capaz de atingir a raíz de nossos problemas de maneira eficiente.  Nosso país necessita reorganizar-se política, jurídica e socialmente.
              Desse modo, a questão-chave não é o assistencialismo, mas a educação. Somente por meio de um modelo de infraestrutura que enfatize a arquitetura social é que se torna possível proporcionar embasamento educacional a todos, visto que é a educação que capacita as pessoas para a construção de habilidades e competências necessárias para empreender enormes mudanças, aplacando os tantos problemas que assolam o país e que não podem ser reduzidos a simples medidas de curto prazo que apenas mascaram a raíz do problema.
              Afinal, o que é mais viável: permanecer apenas assistencialista ou realmente atacar o problema e melhorar em definitivo a qualidade de vida do povo brasileiro? “Eis a questão”!




“Se a educação sozinha não pode transformar a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda.”                                                       (Paulo Freire)


(Paloma Cristina de Queiroz, ADM, diurno)

domingo, 1 de junho de 2014

Com o que realmente se preocupar em pleno século XXI ?!

Neste post, lançam-se reflexões muito apropriadas sobre a sustentabilidade. Conheça as ideias da Paloma, aluna da turma de ADM, diurno.  
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Em época de Copa, no ápice do crescimento econômico do qual o mundo tanto se orgulha, em pleno auge do avanço tecnológico... O que, de fato, merece nossa atenção?
        A partir do século XIX, inicia-se o processo de desenvolvimento das organizações empresariais. Estudos e teorias surgem com o anseio de elevar a produtividade. Henry Ford, fundador da Ford Motor Company, consegue estabelecer o “sistema de produção em massa”. Como consequência, ocorre barateamento e o valor unitário é reduzido, tornando-se acessível às classes populares, sedentas pelos mais variados produtos que inundavam as prateleiras dos estabelecimentos comerciais. A partir de então, o objetivo priorizado passou a ser o atendimento às exigências dos consumidores, uma vez que o próprio sistema econômico – o capitalismo – impõe essa corrida voraz em prol da obtenção de lucro.
        No mundo atual, o apelo midiático é imensurável. São os meios de comunicação, que alcançam praticamente todas as classes, que nos impõem como parte integrante dessa sociedade de consumo insaciável.
            Nesse contexto, a preocupação com o meio ambiente é historicamente colocada em segundo plano: interesses de ordem econômica são sempre sobrepostos aos interesses ambientais. E as revoluções industriais e o desenvolvimento acabaram por romper o equilíbrio da natureza. Desertificação, risco à produção de alimentos, poluição, assoreamento, proliferação de doenças e pragas, intensificação do efeito estufa, aquecimento global, recorrência anormal de furacões, tsunamis, enchentes, ilhas de calor e inversão térmica, destruição da biodiversidade... e o que mais é preciso para que se perceba que definitivamente o planeta já não é o mesmo?
         Discussões infindáveis são feitas a respeito da questão ambiental, mas poucos podem realmente imaginar o grau de devastação que já vitimou o meio ambiente. E, pensando nisso, líderes de alguns países e instituições realizam, desde o século passado, projetos e conferências visando a salientar a importância em minimizar os problemas ambientais, como o Protocolo de Kyoto, a Conferência Rio +10 e a recente Rio + 20. Tais reuniões vêm apregoando que é possível, sim, realizar uma aliança entre a enorme demanda de produção econômica e a preservação ambiental.
Entretanto, infelizmente, a defesa da biodiversidade esbarra no receio de retardar o desenvolvimento econômico e este padrão de comportamento tende a persistir até que a humanidade desperte para o fato de que conservar o ambiente é afastar a ameaça que compromete nossa existência!
 E quando despertar? Quando tudo já estiver arruinado e nada mais restar? E, afinal, pelo que esperam as gerações futuras? E quanta ironia reside no fato de que somos, segundo a ciência, os únicos animais racionais, e, no entanto, também somos os únicos a arriscar nossa própria existência ao destruir o meio no qual vivemos e do qual dependemos inteiramente. Cabe aqui uma simples reflexão: como você viveria sem água?!

          “Somente quando for cortada a última árvore, pescado o último peixe e poluído o último rio, é que as pessoas vão perceber que não podem comer dinheiro.” (Autor desconhecido)

Vale a pena refletirmos sobre o conteúdo deste vídeo: 
https://www.youtube.com/watch?v=he8Ga2u_KpY

  ( Paloma Cristina de Queiroz, ADM, diurno )

sexta-feira, 16 de maio de 2014

ImpunIdade

Neste post, um tema bastante atual e polêmico é abordado pela Juliane, aluna da turma matutina de ADM! Qual sua opinião sobre a relação entre maioridade penal e criminalidade?
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Diminuir ou não a maioridade penal é uma discussão frequente, em que os argumentos contra e a favor da diminuição, respectivamente, são que não há dados de que essa ação reduziria a criminalidade juvenil e que, se um jovem a partir de 16 anos tem discernimento para votar, deve ter também idade suficiente para responder diante da Justiça por seus crimes.
No século passado, dizer que uma pessoa menor de 16 anos não sabia o que estava fazendo ainda era aceitável, mas hoje essa frase soa absurda para o ouvido da maioria da população.
Todos os que têm mais de 16 anos hoje sabem que, com essa idade, um ser humano já sabe o que faz. Falo sobre isso com propriedade, pois tenho 17 anos e não faz muito tempo que passei pelos 14, 15 e 16 anos. Se meu aniversário de 18 anos fosse amanhã e hoje eu resolvesse roubar, furtar, agredir e/ou matar, e a polícia me prendesse somente no dia do meu aniversário ou nos dias seguintes, seria julgada como uma menor. Minha ficha seria limpa, se me prendesse no mesmo dia que cometi tais atos, meu rosto não seria mostrado pela mídia como uma criminosa.
Atualmente a mídia é um meio de informação disponível a todos e nos traz conhecimentos e informações que, em séculos passados, levavam mais tempo para serem adquiridos. Se ela mostra tantas coisas, deveria mostrar também, a serviço da população, o rosto do menor infrator, pois quando um adolescente comete um delito, tem sua imagem preservada. Um exemplo é a cena exibida no Jornal Nacional, da Rede Globo de televisão, no dia 9 de abril de 2014, em que um adolescente tenta roubar o colar de uma mulher que estava sendo entrevistada e seu rosto não é mostrado.
Sendo assim, é importante perceber que não é a idade que comete um crime, quem comete tal ato é um ser humano e consciente de suas atitudes. É importante saber que uma pessoa não cria consciência de uma hora para outra ou de um dia para o outro como se fosse um passe de mágica. Ela – a consciência – pode depender do tempo para ser adquirida, mas não como mostra a lei. Enfim, os crimes deveriam ser julgados de acordo com a gravidade e não com a idade, porque, enquanto isso acontecer, a sensação que teremos é que vivemos em um país de impunidade causada pela idade.
                                                    (Juliane de S. Lucas, ADM, manhã) 



sábado, 12 de abril de 2014

A culpa não é da Copa

Mais um ótimo e polêmico texto... Este é da Fernanda de Lima, aluna da turma matutina de ADM. E você, o que pensa sobre esse assunto? Leia o post e comente.
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       Nesse ano de 2014, o Brasil terá grandes benefícios a partir da Copa do Mundo, como: mais turistas gerando lucro para empresas (principalmente de hotéis e turismo) e empregos para os brasileiros; melhorias na economia; ampliação de serviços; seu conhecimento por pessoas de vários locais do mundo, dessa forma, a cultura brasileira poderá ser divulgada amplamente; a reforma de aeroportos, melhorando as condições para os turistas e também para os brasileiros que utilizam o avião como meio de transporte e melhorias no sistema de telecomunicações, principalmente internet e celulares.
         Porém, a Copa não trará só benefícios, mas também impactos negativos pelos quais o país não deveria passar. Basicamente, o alto gasto com a reforma de estádios, a construção e a infraestrutura já passou de bilhões. A copa pode trazer alguns impactos ambientais, sim, a princípio pode causar a destruição de áreas verdes, e a poluição, mas tudo isso pode servir para que as pessoas se tornem mais sustentáveis e percebam que a natureza é importante para nossa sobrevivência e também para o país progredir.
         É de importância crucial que os brasileiros saibam de onde vem esse dinheiro, tanto quanto para onde ele vai, que, no caso desse ano, será utilizado na copa, e nos anos seguintes vai para o bolso dos políticos. Enfim, os altos valores de impostos deveriam ser revertidos de outras maneiras. Porém, nossos governantes não conseguem planejar melhor nosso sistema econômico, cultural e social para que tudo possa ser feito, como melhoria na educação, na saúde, no transporte público e também no entretenimento, com a melhoria e a construção de estádios de futebol.
         O problema não está na Copa, e sim nos nossos governantes que não têm eficiência nenhuma, nem honestidade para saber administrar o dinheiro público, pois pessoas em hospitais já morriam antes da copa vir para o Brasil. Planejamento é o que falta para o país progredir. Hipocrisia é brasileiro falar que não gosta de futebol. Além disso, também precisamos de lugares para lazer.
          A população não pode ficar de braços cruzados e deixar que o nosso dinheiro seja aplicado de forma errada e incapaz de fazer o país avançar tanto economicamente, quanto socialmente. A melhor forma de mostrar para nossos governantes que “estamos de olho” é fazer manifestações pacíficas e lutar pelos direitos do país.
          E que sejamos campeões, pois já que estamos fazendo a Copa em nosso país, que tenhamos a oportunidade de mostrar o quanto somos hospitaleiros e mostrar a alegria e a felicidade do nosso povo.

                          ( Fernanda de Lima, ADM, manhã )